Filipa_*Daniela_*Joana*

Tuesday, November 14, 2006

Reflexões

Ler é bom!

Ler, em geral, é uma actividade pouco apreciada pelos portugueses, principalmente pelos jovens, que consideram a leitura um acto aborrecido e sem o mínimo de interesse. Na realidade, existem, ainda, milhares de pessoas que, em toda a sua vida, nunca foram capazes de "explorar" um único livro, seja por falta de tempo, ignorância ou até mesmo por "preguiça", o que é profundamente lamentável, tendo em conta que actualmente existem géneros literários para todos os gostos e de fácil aquisição, já para não falar das inúmeras sensações e experiências que podemos obter com esta forma de lazer.
Quanto a mim, tenho apenas a dizer que não leio tanto quanto gostaria, mas quando o faço é de muito bom agrado, pois acho a leitura absolutamente indispensável.
Das algumas obras que já tive a oportunidade de ler, existem duas que me chamaram particularmente à atenção: Um Pai muito especial, de Jacquelyn Mitchard, e Queimada Viva, de Souad.
Um Pai muito especial é um romance inspirado num caso real que conta a história de Keefer Nye, uma jovem criança que, com apenas um ano de idade, perde os seus pais num acidente de automóvel e se vê fortemente disputada para adopção por vários elementos da sua restante família. Queimada Viva, é um relato impressionante, na primeira pessoa, da trágica e penosa vida de uma mulher afegã que, devido aos bárbaros costumes e tradições da sua terra, foi, durante anos, brutalmente maltratada, tendo, inclusive, sofrido uma chocante tentativa de homicídio por parte dos seus familiares por ter quebrado a principal regra da sua região: apaixonou-se antes do casamento.
Apesar de haverem ainda outros livros que igualmente me cativaram, estes são, sem dúvida, os que mais se destacam, pois contam histórias verdadeiramente apaixonantes e emocionantes, o primeiro, pelo facto de retratar situações dolorosas do quotidiano humano, nomeadamente o difícil processo de adopção, e o segundo, por narrar os dramas verídicos e, infelizmente, tão actuais vividos pela protagonista e, no fundo, por milhares de outras mulheres que partilham da mesma cultura.
Por tudo isto, e muito mais, devo dizer que adorei a viagem que estes dois livros me proporcionaram e aconselho, sinceramente, as suas respectivas leituras, pois não há nada melhor do que uma boa história para ocuparmos as horas vagas.
Joana Pinto

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